A Nova Era da Rigidez Disciplinar no Judiciário Brasileiro.
Ministro Flávio Dino em sessão plenária do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF O estigma histórico de que a magistratura brasileira gozava de um "corporativismo blindado" está sendo desmantelado por dentro. Por décadas, a sociedade assistiu com indignação a juízes acusados de crimes graves serem "punidos" com a aposentadoria compulsória — uma sanção que, na prática, soava como um prêmio vitalício pago pelo contribuinte. Em 2024, sob a gestão do Ministro Luís Roberto Barroso à frente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), esse paradigma mudou. A ordem agora é "cortar na própria carne". Mais do que um slogan de gestão, o endurecimento disciplinar tornou-se a ferramenta central para o fortalecimento da credibilidade institucional. O objetivo é claro: isolar os desvios éticos para proteger a integridade de um sistema que abriga mais de 18 mil magistrados, garantindo que a toga não sirva de escudo para a impunidade. A criação do CNJ pela Emenda Constitucional nº 45...