O Xadrez de Alagoas 2026: Articulações, Polarização e a Disputa pelo Controle do Estado
Deputado Marcelo Victor presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas — Foto: ALE-AL As movimentações para o pleito de 2026 em Alagoas desenham um cenário de complexidade ímpar, um "imbróglio" que remete aos períodos mais técnicos e viscerais da nossa história política. Para o analista atento, o tabuleiro atual evoca o paradoxo de 1978, quando José Moura Rocha (MDB) obteve acachapantes 157.703 votos (45,70%) para o Senado, mas foi degolado pelo sistema de sublegenda , que garantiu a vitória de Luiz Cavalcante (ARENA) através da soma de votos de candidatos menores. Ou ainda 1982, sob a égide do "voto camarão" — a obrigatoriedade da chapa completa — que, somada à desistência de Teotônio Vilela, desarrumou os planos oposicionistas. Em 2026, as regras mudaram, mas a essência do "tudo ou nada" e a dependência de articulações de bastidores permanecem como o fiel da balança em uma parada tripartite entre os grupos de Renan Calheiros, Arthur Lira e JHC. A su...