Alcolumbre ensina o povo brasileiro a votar.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no plenário • Foto: Carlos Moura/Agência Senado A cada ciclo eleitoral, a maioria trabalhadora brasileira comparece às urnas para depositar esperanças de dignidade em um sistema que, paradoxalmente, devolve o poder a uma minoria de elite. O Congresso Nacional não é um espelho da sociedade, mas sim uma fortaleza erguida para proteger os interesses dos "donos do PIB". O abismo entre quem vota e quem legisla é o fundamento da sociologia do poder no Brasil; enquanto o povo sonha com o fim da exaustão, o parlamento opera como um escritório de advocacia privado para milionários. Quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, opera seu "pedágio legislativo" para ditar o ritmo de propostas civilizatórias, ele não está apenas exercendo um cargo; ele está ministrando uma lição prática e cruel. Ele ensina que, sob a atual configuração de poder, a vontade de 71% da população é irrelevante frente ao lobby empresarial. O tí...