O "Prato Feito" das Oligarquias de Alagoas e o Teatro da Democracia Partidária.
Embora o calendário oficial aponte para outubro de 2026, nos bastidores do poder em Alagoas as urnas já foram seladas em um pacto de conveniência. O que se avizinha não é uma disputa eleitoral pautada pelo debate, mas um "prato feito" servido pelas elites locais em uma cozinha fechada ao cidadão comum. O cardápio é redundante: Renan Filho e JHC digladiam-se pelo Governo, enquanto as duas vagas para o Senado são reservadas, quase por direito divino, para Renan Calheiros e Arthur Lira. Nesta engenharia política de cartas marcadas, o eleitor alagoano deixa de ser o protagonista do sufrágio para tornar-se mero figurante, convidado apenas a homologar um roteiro escrito a várias mãos pelos donos do estado. As convenções partidárias em Alagoas são o ápice do teatro político. Longe de serem espaços de deliberação democrática, funcionam como ritos burocráticos para validar decisões unilaterais. Os caciques locais utilizam a "autonomia partidária" constitucional não como fe...