Crise Hídrica em Rio Largo: O Peso da Inércia e os Ciclos de Destruição.
Conjunto Tavares Granja - Rio Largo Em 2026, Rio Largo foi novamente sufocada por um cenário de devastação que, para os técnicos e para a população exausta, não teve nada de imprevisto. Em um intervalo de apenas 40 minutos, a cidade foi atingida por uma "bomba" meteorológica de 79mm de chuva. O resultado foi a conversão instantânea de ruas em canais de destruição, expondo a fragilidade crônica de uma infraestrutura urbana que parou no tempo. Este evento não é um desastre natural isolado, mas o sintoma de uma patologia administrativa: a incapacidade deliberada da gestão pública em romper um ciclo destrutivo de enchentes na Bacia do Mundaú. A rapidez do fenômeno em 2026 apenas escancara que Rio Largo vive sob a égide da inércia, onde o planejamento urbano é atropelado pela realidade climática que a ciência já mapeou há décadas. A história de Rio Largo é escrita por águas que transbordam sob o olhar passivo do Estado. Segundo a análise de Pedrosa (2022), o último século foi um...